Ar condicionado por condutas: vale a pena?
Nenhum aparelho à vista em toda a casa. A pergunta é se compensa o que implica.

Num sistema de condutas, a unidade fica escondida no teto falso e o ar chega às divisões por grelhas discretas. Não há equipamento à vista em lado nenhum. É a solução mais elegante — e também a que exige mais planeamento.
As vantagens
- Zero impacto visual: nenhuma máquina nas paredes, só grelhas.
- Uma unidade cobre várias divisões, em vez de um aparelho por cada.
- Distribuição do ar mais uniforme, sem o jato direto de um mural.
- Funcionamento mais silencioso na divisão, porque a máquina não está lá dentro.
O que exige
Precisa de teto falso com altura suficiente e de um percurso possível para as condutas. É por isso que se faz naturalmente em obra ou em remodelação, e raramente numa casa já acabada — abrir tetos depois sai caro.
A instalação é mais complexa do que um split e o investimento inicial é superior. Em contrapartida, resolve a casa toda de uma vez.
Nem todas as condutas são iguais
A diferença está na pressão estática, que determina até onde a unidade consegue empurrar o ar:
- Baixa pressão (0–30 Pa): percursos curtos, uma ou duas divisões contíguas. Há versões com apenas 248 mm de altura, para tetos falsos onde mais nada cabe.
- Média pressão (25–150 Pa): o mais comum em habitação, cobre várias divisões a partir de uma unidade.
- Alta pressão (até 210 Pa): percursos longos e áreas grandes — pisos de escritórios, restaurantes, superfícies comerciais.
Um erro comum
Escolher a unidade pela potência e esquecer a pressão estática. Se a unidade não tem pressão para o percurso projetado, o ar não chega às divisões mais distantes — e o problema não se resolve depois, sem refazer a instalação.
Se está em obra ou a planear uma remodelação, é a altura certa para falar connosco. Depois de os tetos estarem fechados, as opções reduzem-se muito.
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